sexta-feira, 17 de março de 2017

Diz que é um dos hoteis paradisíacos do Algarve

Há quase 1 ano que não escrevia neste blog, mas para mim, parece que foi ontem, embora muito se tenha passado entretanto!

Na altura do meu último post estava grávida de quase 5 meses e daí aos 9 foi um tirinho, sempre a trabalhar, numa contagem decrescente, com vários trabalhos que tinha em mãos para terminar antes do bebé nascer. Agora,  já ele tem 7 meses e meio! O tempo não passa... voa!

Bem, mas o que me trouxe neste regresso, foi partilhar convosco imagens do hotel onde passei o fim de semana passado que, em 2014, foi considerado pela CNN um dos melhores boutique hotels da Europa! Li também, algures, que era um dos hoteis paradisíacos do Algarve.

Fica em Castro Marim, o Praia Verde Boutique Hotel e tenho a dizer que vale a pena a experiência.

Chegámos era já noite e o conforto visual aconchegou-me o coração. A luz era quente e a grande zona de sofás e poltronas estava bastante composta, sobretudo por estrangeiros (holandeses e alemães, creio eu) o que deu um ar super caseiro e confortável ao hotel.

Li recentemente o livro Hygge e fez-me muito pensar nesse conceito abrangente que é essa palavra Dinamarquesa, que tem muito que ver com aquela sensação de conforto que sentimos associado a diversas situações e, principalmente, aos 5 sentidos e ao que nos é familiar.

De resto, o quarto sendo simples era igualmente acolhedor (optamos por um com vista mar porque não há nada melhor que abrir a janela e olhar para o horizonte).
Outra coisa que mais me desperta sempre curiosidade é como vai ser o pequeno almoço (porque é a minha refeição favorita) e este, bem, era bastante composto, com algumas coisas personalizadas, como um smothie e uns figos em calda que provei para cobrir uns waffers também feitos por eles. Outra coisa era ter também a opção de pão sem glúten.

O hotel tem piscina, mas o tempo esteve muito ventoso e as minhas esperanças de estrear o fato de banho e dar o primeiro mergulho do ano ficaram na gaveta. Bem como a expectativa que tinha de ver o Rodrigo molhar os pés na piscina.

Numa altura de bom tempo, o hotel ganha imenso porque dá para ir a pé para a praia, o que deve ser super agradável e romântico, visto que o percurso atravessa um pinhal.

Sábado à noite acabámos por jantar no restaurante do hotel, chamado "À Terra" e também foi uma ótima escolha. O menu era variado, mas acabamos por escolher as pizzas do forno lenha, que tinham muito bom aspeto e eram igualmente deliciosas.

Ficam as imagens e uma imensa vontade de voltar, mas sei que prefiro sempre descobrir hoteis diferentes! São as minhas visitas de estudo... como costumo dizer.






















sexta-feira, 18 de março de 2016

Menino ou Menina?


It's a Boy!

Aquele momento em que soube o sexo do bebé foi um misto de choque com entusiasmo. 
Durante muitos anos quis ter um rapaz, caso viesse a ter filhos. Sempre achei muito fixe poder criar "um homem de amanhã". Mas depois passou-me e comecei a preferir ter uma menina. Porque são mais calminhas, não têm aquela energia infinita dos "pequenos cowboys" e também porque, como toda a gente sabe, as coisas de menina são uma perdição.

Tinha a sensação de que ia ter uma menina, mas o instinto falhou-me e quando ouvi "é menino!" sair da boca do médico fiquei meia bloqueada.  Não fiquei triste, como é lógico. Mas tinha mesmo, mesmo um feeling que era menina. E adorava o nome que tinha escolhido para ela, enquanto que para rapaz... a escolha está mais difícil.

Bem, o que é certo é que o sexo do bebé não importa mesmo nada, porque o amor incondicional vai ser o mesmo. Posto isto, como é natural em mim, comecei a pensar no quarto do little boy... e a única cor que me está a apetecer meter no quarto da criança é
CINZA!

Pois é, já tinha dito aqui neste post, que não gosto de quartos muito abonecados e infantis. Até porque as crianças precisam de um quarto relaxante, com poucos estímulos e a cor, a não ser em tons pastel, não ajuda nada.
O azul claro já se torna muito óbvio. O branco é sempre uma hipótese. Mas o cinza, aquele clarinho, está a conquistar a minha preferência, porque além de ser neutro e ficar muito bem com branco, fica bem com qualquer outra cor, seja para quarto de rapaz, seja para quarto de rapariga e já no post que referi tinha muitas opções com cinzento.

Por outro lado, o carrinho de passeio que escolhi (que é um trio de alcofa, ovinho e cadeira), também é cinza e branco.  O que é perfeito para que o carrinho encaixe que nem uma luva no quarto como peça decorativa.
Gostos são gostos, mas aquele carrinho que escolhi foi o mais bonito que já vi, dos que tenho visto por aí! Os carrinhos pretos fazem-me confusão, porque ter um bebé no verão e andar de carrinho preto na rua, soa-me a "estufa ambulante". Ainda mais nos tecidos sintéticos habituais.

Voltando ao quarto...
Como sei que há muitas grávidas este ano, ficam as ideias para porem os quartos dos vossos bebés muito simples, elegantes e com estilo. Porque sei que dar ideias é muito bonito, mas pô-las em prática é outra história...

Inspirem-se então...

Keep it simple!



























Para meninas também fica muito bem, misturado com rosa e dourado...








E o carrinho que escolhi é este...



Um Ip-Op Evolution Magic, da Bebécar, com a malinha de bebé no mesmo tecido.
Acho que tem um toque vintage e é prático ao mesmo tempo.


Imagens: Pinterest

quarta-feira, 16 de março de 2016

Lota Cool Market - O Lado de Cá

Desde o início de Janeiro que ando a "cozinhar" mais um mercado, em conjunto com a Teia d'Impulsos, sobretudo com a grande ajuda da Cristina Rocha que pertence a esta associação e que coordena este projecto.
Já vamos a meio de Março e eu ainda não tinha feito o habitual report aqui no blog.  Desculpem meus caros, mas não tenho culpa que os meses se evaporem, se esfumem e que em dois tempos estamos aqui, estamos na data do evento!

Todos os anos penso se terei disponibilidade e energia para fazer mais um mercado. Este ano então, com tudo o que tenho em mãos... achei que não ia conseguir. Todos os anos penso que talvez não vá encontrar outro tema giro para o evento e "se" isto e "se" aquilo e fico meia desacreditada. Entro numa espécie de crise existencial. Questiono-me se realmente vale a pena dar-me a tanto trabalho e empenhar tantas horas e energia para uma coisa que, a bem dizer, é um hobbie. Mas depois, lá me encontro com a Cristina, este ano também com a Maria (que organiza o Lagos Food Fest) e lá ganho o alento para mais uma corrida de fundo que é organizar isto.

Este ano, lá nos decidimos pelos dois dias. Quem visitava pedia e nós queremos é ver as pessoas felizes. Portanto, aqui têm. E estou  muito contente com o feedback que temos tido por essa "novidade". É portanto a maior alteração.

Quanto ao tema, tento sempre inspirar-me nas tendências do momento, da moda e da decoração, para perceber os motivos gráficos e a mood e para que depois o cartaz, outdoors e outras peças gráficas que produzo para o evento estejam em consonância com isso.

Não foi muito difícil perceber que os motivos tropicais de palmeiras e folhagens verdes, frutas como ananás e bananas, pássaros e flores, são os principais. Depois, na decoração, aquilo que chamo o estilo "casa cabana", com a sua simplicidade e leveza, também está na ordem das tendências e das minhas preferências. Ainda depois disto... penso em algo que conheço que traduza a sensação que sinto quando imagino interiormente esta mood.
Pensei num filme da minha infância: A Lagoa Azul.
E assim nasceu o tema "Tropical Vibes".

Vou sempre buscar referências pessoais para a escolha dos temas e gosto de, todos os anos, partilhar convosco um pouco do que se passa deste lado. De como nascem as coisas. Acho que é essa a mais valia de poder falar do mercado aqui.

Para complementar este ambiente vamos ter, como sempre, um cartaz musical que este ano vai ser muito "Caetano/ Tom Jobim", porque acho que não há nada como uma sonoridade brasileira tranquila para um final de tarde tropical. E atenção que quando me refiro a sonoridade brasileira não falo em música de Carnaval!

As novidades nas presenças já se vão fazendo notar e a coisa promete. Sobretudo na parte de Street Food, que era a maior lacuna, já que não havia comida suficiente para a afluência.

Entretanto, outra coisa que queria abordar era a questão da organização de mercados. Já fui convidada inúmeras vezes para organizar outros mercados, ou para explicar como se faz, porque alguém que também tem uma ideia não sabe o que fazer porque nunca fez. Mas as respostas são simples: Não faço outros mercados, porque tenho uma profissão e faço isto por voluntariado. É o meu contributo para a comunidade e que me ocupa muitas horas durante 6 meses do ano. Não dou para mais; Depois, quem quer fazer alguma coisa...é simples. É ter vontade e iniciativa e arranjar alguma disponibilidade para "chatear" algumas, ou muitas, pessoas que possam acrescentar alguma ideia ou contacto.
 Existem associações que são sempre um bom porto de acolhimento para estas iniciativas e dão um suporte de contactos, burocracias e parte fiscal, que uma pessoa singular não tem, a não ser que viva de organizar eventos o algo do género. Para já não falar no facto de normalmente serem pessoas pro-activas e que darão também o seu contributo para acrescentar algo à ideia que acolhem.

A única coisa que sinto que me facilitou a vida foi o facto de ser designer e poder produzir todos os conteúdos gráficos, sem ter de pedir. Por outro lado, sempre tive uma queda e um fascínio por Branding (como aliás, acabo por  fazer  em alguns trabalhos) que me ajudou a ter a visão da criação desta marca que é o Lota Cool Market. Que, no fundo, é muito de mim. O meu lado maria rapaz cool.

Depois olho para trás, vejo as fotos, vejo o interesse dos participantes de ano para ano. A crescente afluência de visitantes...  E penso que Portimão sem o Lota Cool Market não seria a mesma coisa.
E é isso que me faz continuar.  E a parte melhor, para mim, é mesmo esta, antes de tudo acontecer.

Espero-vos lá, dia 28 e 29 de Maio!
:)






terça-feira, 15 de março de 2016

Quando nos Apetece Ficar...

Tenho saudades de escrever neste blog com mais regularidade... há sempre tanta coisa que quero dizer e mostrar aqui neste cantinho, mas com tanta coisa a acontecer deste lado, prefiro muitas vezes o descanso e o convívio a tudo o que tenha a ver com partilhas nas redes sociais.

Estou com trabalhos relativamente grandes em mãos (grandes para mim), outros pequenos que vão aparecendo (e que tenho de dar igualmente o meu melhor), a organização de mais um Lota Cool Market e toda as sensações e emoções de viver a primeira gravidez (que vai já em 5 meses!!!)

Com tudo isto, o menos importante é passar mais tempo ao computador, ou noutro qualquer dispositivo do género. Dou cada vez mais importância à família, tento cada vez mais não me absorver tantas horas a trabalhar para viver em equilíbrio e ter tempo para "viver devagar", que é uma coisa que aprecio bastante, dada a minha natureza zen (que todos me apontam) e que tento cultivar.

Gosto cada vez mais de saborear as pequenas coisas, de ter tempo para ler, para ver documentários sobre tudo e mais alguma coisa (já sei onde fica a Atlântida!), de me dedicar a experimentar receitas novas e de, volta e meia, planear fins de semana fora. Que são as únicas férias que vou conseguindo fazer e nas quais aproveito sempre para ir em modo "visita de estudo".

Escolho sempre lugares que me inspirem. Sempre que posso fico num hotel giro e vou conhecer restaurantes, pastelarias, ou até espaços exteriores que tenham tido a mão de alguém com talento (formado ou não, porque há quem tenha bom gosto e crie espaços muito giros).

O fim de semana passado seguiu-se ao meu aniversário e resolvi que merecia uma dose de "as minhas pequenas férias" e lá reservei estadia na zona de Tavira, muito motivada pela arquitectura e design de interiores do hotel, lá fui eu matar saudades do sotavento com a família. Planeio sempre tudo, onde vou almoçar, jantar, passear a seguir. Pode parecer que não dá aso a espontaneidade, mas acho sempre que se não souber para onde vou, perdemos imenso tempo à deriva... e os planos podem sempre mudar ao sabor das nossas vontades no momento.

Continuando... tenho de vos mostrar e recomendar este hotel!

Foi construído em 71 pelos arquitectos Barros da Fonseca e Paiva Lopes e remodelado recentemente pela 4+ Arquitectos. Já confessei aqui várias vezes a minha paixão pelas linhas da arquitectura de 70 e neste caso não foi excepção. Embora a parte nova esteja muito bonita e o ambiente esteja acolhedor, a traça original está muito presente e acrescenta muita alma.

Soube-me a pouco. Vim com vontade de querer ficar. Com vontade de voltar. É um hotel onde se está mesmo, mesmo bem e com os passeios pelo meio não deu para usufruir e viver tanto quanto gostaria.

Deixo-vos então Ozadi Tavira, que, na minha perspectiva, não fazem justiça, porque ao vivo é melhor!