Então a H&M agora também tem a secção "Home" e ninguém me dizia nada?!? Onde andava eu? Fiquei a sentir-me uma ignorante desta vida quando ao entrar na loja de roupa H&M de Oxford Street me deparo com isto! Uma secção linda e maravilhosa cheia de coisas que eu queria trazer para casa, mas não podia porque eu e o homem dividimos uma mini-mala de viagem para levar no avião. Assim mesmo pequenina, porque eu tenho a mania que sou a campeã do "leva o menos que puderes e remedeia-te e vais ver que mesmo assim levaste coisas a mais" e obrigo-o a fazer o mesmo.
Continuando. Se eu achava que a Zara Home era a minha cara era porque não conhecia esta loja. Eu, que amo o estilo Boémio Chique (caso não tenham dado conta), encontrei ali um poço sem fundo de coisas que me fazem rebolar de paixão e, diga-se, mais acessíveis.
Acho que em Portugal ainda não existe esta secção nas H&M... Muuuuito infelizmente. Até lá, rebolem comigo com as imagens que seleccionei do site (são muitas, mas não consegui reduzir o leque, porque muito mais havia para colocar). E digam lá que não ficavam contentes de ter umas coisas destas em casa? Eu ficava!
Estas são as minhas escolhas... Praticamente tudo o que aparece nos ambientes (tirando a mobília) é para venda. Mas aconselho-vos a averiguar mais aqui, no site da marca, onde os produtos aparecem individualmente e com os valores!
Quem tiver amigos em Londres que faça encomendas. Ando a pensar nisso!
Como vos havia dito no último post, fui a Londres passar o fim-de-semana passado e foi tão intenso que não sabia como havia de vos traduzir a experiência: Se por locais, se por dias, se só assim num post geral. Lá me decidi que por dias seria melhor.
Foi a minha terceira vez em Londres e, de longe, a melhor. De facto não há nada como ter pessoas a viver nos destinos das nossas viagens, porque acabamos por fazer coisas que de outra forma nos passariam ao lado.
Ora então, a assinalar no nosso primeiro dia foi um espectáculo que fomos ver, para o qual já tínhamos comprado bilhetes para ir com o casal amigo que nos acolheu. E foi uma coisa assim mesmo fora de série. De longe, a melhor experiência dentro do género que já vivi na minha vida. Era uma mistura de teatro com dança, que decorreu em quatro enormes pisos do " The Temple Studios".
À entrada cada pessoa recebia uma máscara branca, que me fez lembrar muito o filme Magnólia, porque nós, público, eramos como voyeurs que ficávamos junto da acção e seguíamos os personagens por entre os vários cenários (e pisos). A máscara era para que público e actores não se confundissem. Porque estávamos muito próximos.
A acção decorria em simultâneo em vários sítios, para pontualmente todos os personagens se cruzarem no mesmo cenário. Havia sempre banda sonora, um pouco negra e de suspanse, o que nos fazia sentir que estávamos dentro de um filme. Aliás, por vezes via pessoas com máscara que tinham movimentos bastante teatrais, porque havia ali gente a levar a história mesmo a sério. Depois podem ver que em algumas fotos aparece o público.
Os cenários foram o que mais me impressionou. Eram enormes. Cada piso devia ter 2000 m2, ou mais. A iluminação estava muito bem feita e a parte mais sensacional da experiência foi viajar por aqueles espaços, tão cheios de detalhes, ao som de música a condizer. No geral, um ambiente negro e pesado. O que tornava a coisa mais intensa. O facto de seguirmos o personagem que quiséssemos fazia com que cada um vivesse uma experiência diferente. Eram 4 ou 5 personagens principais e alguns 15 secundários.
No fim juntaram-se todos num dos cenários e o público que andava disperso nas várias zonas do edifício também se encontrou todo ali (porque seguiram os personagens). Eram certamente mais de 1500 pessoas e foi muito giro, ver a malta toda sentada (um dos personagens fez-nos sinal para tal) com as máscaras a assistir à cena final, num cenário tipo faroeste.
Adorei. Não consigo explicar melhor do que isto... Melhor só mesmo assistirem caso visitem Londres em breve. Ficam algumas fotos do site da companhia e o trailer. Vão ver que os cenários são mesmo à filme e pensar que estive ali dentro durante a acção, é espectacular!
No fim quem quis foi para o bar, onde estava uma banda a tocar musica dos anos 60 (época em que se passou a história) e só aí, passadas as 3 horas do espectáculo, pudemos tirar as máscaras. Deu para ver que quem tinha ido assistir era tudo gente das artes. Muito bom ambiente e os actores também lá estavam , já sem a caracterização.
Os interessados podem saber mais neste site. Vai estar no ar até 31 de Dezembro. Chama-se "The Drowned Man". Não é barato (47,50 Libras), mas vale muito a pena.