quinta-feira, 21 de novembro de 2013

H&M Home - A Descoberta

Então a  H&M agora também tem a secção "Home" e ninguém me dizia nada?!? Onde andava eu?  Fiquei a sentir-me uma ignorante desta vida quando ao entrar na loja de roupa H&M de Oxford Street me deparo com isto! Uma secção linda e maravilhosa cheia de coisas que eu queria trazer para casa, mas não podia porque eu e o homem dividimos uma mini-mala de viagem para levar no avião. Assim mesmo pequenina, porque eu tenho a mania que sou a campeã do "leva o menos que puderes e remedeia-te e vais ver que mesmo assim levaste coisas a mais" e obrigo-o a fazer o mesmo. 

Continuando. Se eu achava que a Zara Home era a minha cara era porque não conhecia esta loja. Eu, que amo o estilo Boémio Chique (caso não tenham dado conta), encontrei ali um poço sem fundo de coisas que me fazem rebolar de paixão e, diga-se, mais acessíveis.

Acho que em Portugal ainda não existe esta secção nas H&M... Muuuuito infelizmente. Até lá, rebolem comigo com as imagens que seleccionei do site (são muitas, mas não consegui reduzir o leque, porque muito mais havia para colocar). E digam lá que não ficavam contentes de ter umas coisas destas em casa? Eu ficava!

Estas são as minhas escolhas... Praticamente tudo o que aparece nos ambientes (tirando a mobília) é para venda. Mas aconselho-vos  a averiguar mais aqui, no site da marca, onde os produtos aparecem individualmente e com os valores!

Quem tiver amigos em Londres que faça encomendas. Ando a pensar nisso!








































quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Relatos de Viagem - Londres Dia 1

Como vos havia dito no último post, fui a Londres passar o fim-de-semana passado e foi tão intenso que não sabia como havia de vos traduzir a experiência: Se por locais, se por dias, se só assim num post geral. Lá me decidi que por dias seria melhor. 

Foi a minha terceira vez em Londres e, de longe, a melhor. De facto não há nada como ter pessoas a viver nos destinos das nossas viagens, porque acabamos por fazer coisas que de outra forma nos passariam ao lado. 

Ora então, a assinalar no nosso primeiro dia foi um espectáculo que fomos ver, para o qual já tínhamos comprado bilhetes para ir com o casal amigo que nos acolheu. E foi uma coisa assim mesmo fora de série. De longe, a melhor experiência dentro do género que já vivi na minha vida. Era uma mistura de teatro com dança, que decorreu em quatro enormes pisos do " The Temple Studios".

À entrada cada pessoa recebia uma máscara branca, que me fez lembrar muito o filme Magnólia, porque nós, público, eramos como voyeurs que ficávamos junto da acção e seguíamos os personagens por entre os vários cenários (e pisos). A máscara era para que público e actores não se confundissem. Porque estávamos muito próximos. 

A acção decorria em simultâneo em vários sítios, para pontualmente todos os personagens se cruzarem no mesmo cenário. Havia sempre banda sonora, um pouco negra e de suspanse, o que nos fazia sentir que estávamos dentro de um filme. Aliás, por vezes via pessoas com máscara que tinham movimentos bastante teatrais, porque havia ali gente a levar a história mesmo a sério. Depois podem ver que em algumas fotos aparece o público.

Os cenários foram o que mais me impressionou. Eram enormes. Cada piso devia ter 2000 m2, ou mais. A iluminação estava muito bem feita e a parte mais sensacional da experiência foi viajar por aqueles espaços, tão cheios de detalhes, ao som de música a condizer. No geral, um ambiente negro e pesado. O que tornava a coisa mais intensa. O facto de seguirmos o personagem que quiséssemos fazia com que cada um vivesse uma experiência diferente. Eram 4 ou 5 personagens principais e alguns 15 secundários.

No fim juntaram-se todos num dos cenários e o público que andava disperso nas várias zonas do edifício também se encontrou todo ali (porque seguiram os personagens). Eram certamente mais de 1500 pessoas e foi muito giro, ver a malta toda sentada (um dos personagens fez-nos sinal para tal) com as máscaras a assistir à cena final, num cenário tipo faroeste.

Adorei. Não consigo explicar melhor do que isto... Melhor só mesmo assistirem caso visitem Londres em breve. Ficam algumas fotos do site da companhia e o trailer. Vão ver que os cenários são mesmo à filme e pensar que estive ali dentro durante a acção, é espectacular!

No fim quem quis foi para o bar, onde estava uma banda a tocar musica dos anos 60 (época em que se passou a história) e só aí, passadas as 3 horas do espectáculo, pudemos tirar as máscaras. Deu para ver que quem tinha ido assistir era tudo gente das artes. Muito bom ambiente e os actores também lá estavam , já sem a caracterização.

Os interessados podem saber mais neste site. Vai estar no ar até 31 de Dezembro. Chama-se "The Drowned Man". Não é barato (47,50 Libras), mas vale muito a pena.
















Cena Final

Cena Final



A Banda em actuação no Bar dos Estudios



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Tendências e Inspiração

De malas aviadas para um city break na maravilhosa cidade de Londres, que me acolhe amanhã (odeio ter de andar de avião e temer pela vida, é a pior parte), queria, antes de partir, deixar-vos aqui qualquer coisinha. Porque vou estar offline durante os próximos dias.

No último post fiz referência a uma frase de Nate Berkus, um decorador americano que faz parte das minhas memórias de estudante a ver a Oprah (que nessa altura dava às 3 e 4 da manhã),  enquanto fazia maquetes ou outros trabalhos criativos. Ele naquela altura deu-me sábias dicas, que nunca mais esqueci. Coisas que inconscientemente me ficaram e não é por acaso que adoro ainda hoje a maior parte dos trabalhos deste senhor. Sinto-me mesmo bastante identificada. Chego a ter a pretensão de pensar (imaginem!) que podia ter sido eu a fazer aqueles espaços (risos!)!

Ora, o querido Nate lançou recentemente um livro, que é o espelho de outra das frases inesquecíveis que me ficaram na memória desde aquela altura. Ele mostrava a sua casa num dos programas e falava de umas estantes em ferro que tinha na sala, que ele próprio tinha trazido de um armazém que as ia jogar fora . Ele aproveitou-as para a sua sala porque gostou do ar envelhecido do ferro. Falou das estantes e de mais meia dúzia de coisas que ia apontado pela casa fora. E o que é que ele dizia que nunca mais esqueci? Dizia que a nossa casa deve ter coisas que contam uma história e que estão ligadas à nossa vida. Objectos com significado. Quando soube o título do seu último livro The Things That Matter, achei que era absolutamente aquela ideia que as palavras dele representavam na minha memória e que fizeram e fazem muito sentido para mim.

Não sei se é dos seus olhos, mas tudo o que dizia ficou gravado na minha memória, como um paradigma que passou a fazer parte da minha linha de pensamento. É por isso e provavelmente uma das minhas maiores influências (obrigada Nate!).

As casas que decora são muito individuais, não parecem retiradas de um catálogo ou de uma loja. Misturam frequentemente épocas e influências e são por isso interessantes para mim, porque parece que se foram construindo em vez de ter sido tudo colocado ali de uma só vez.

Uma das casas que aparece no seu livro é de uma  blogger, do blog Glamourai e fiquei absolutamente rendida! É uma casa de um boémio chique muito feminino e elegante.  

Amei tudo! Ora vejam se me entendem...










segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Rituais Caseiros

Há muitos rituais no lar que me aquecem o coração. Um ambiente não é só feito de móveis e decoração, mas sobretudo de pequenos rituais que, sem darmos conta, tornam a casa "na nossa casa". Dão-lhe alma.
Para mim, tudo conta. Desde a manteiga que se usa, ao jarro da água, às cruzetas, à tábua de passar a ferro, passando pela maneira  em como arrumamos os armários, os frascos das massas. Tudo!

Nunca mais me esqueci de uma frase que o decorador Nate Berkus (esse giraço inesquecível e uma grande inspiração, que participava no programa da Oprah) disse. Era qualquer coisa como " a maneira como a nossa casa se apresenta interefere no nosso comportamento". E é verdade. O que ele queria dizer era que quando fazia um make over nas casas as pessoas passavam a ter uma atitude diferente. Mudavam o seu comportamento. E provavelmente ganhavam novos hábitos! Mais acrescento que é uma coisa recíproca. O nosso comportamento também interfere no modo em como a casa se apresenta (por isso é que muitas vezes as casas chegam ao ponto de precisarem de make overs). 

Voltando ao que vos trago, porque sou uma viciada na casa, resolvi partilhar pequenos hábitos e rituais que tenho. Quem sabe pode ser que algum deles vos seja útil!

Este fim-de-semana comprei umas bolachas de manteiga, morango e chocolate branco no Jumbo, para beber com o melhor chá de amoras silvestres de todo o sempre (o da Clipper) e, inspirada pelo sabor das bolachas, inventei uma receita de muffins também eles de manteiga, morango e chocolate branco. Porque se há ritual que tenho, é o de comer bolachas e bolos com leite fresco.

Os muffins coloquei num pratinho igual a uma caneca que a minha mãe me tinha oferecido da Zara Home, com motivos de pássaros a comer bagas vermelhas.

E deram-se dois belos lanches de Outono...